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| William Kentridge. Stereoscope; Felix crying (fotograma). 1998 |
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| What Will Come (has already come), 2007, mesa de aço, espelho cilíndrico de aço, filme animado de 35mm transferido para vídeo (cortesia de Norton Museum of Art) |
William Kentridge nasceu em 1955, em Johanesburgo, África do Sul, onde vive e trabalha. Toda a sua produção – abrangendo desenho, escultura, gravura, teatro, ópera, e filme – entrelaça o político e o poético, e é marcada pela paisagem e memória social de seu país, evocando o processo sul-africano de reconciliação, parte da herança do apartheid.
Kentridge estudou Ciências Políticas e Estudos Africanos na Universidade de Johanesburgo antes de se dedicar às artes visuais na Johannesburg Art Foundation. Durante esse período, dedicou-se intensamente ao teatro, concebendo e atuando em diversas montagens.
"Há dois grandes personagens em seus trabalhos, um que representa o capitalista, o dominador europeu; e outro que é uma espécie de alter ego do artista, que trava luta contra aquele opressor pelo cunho de outros valores, como a igualdade", diz Daniel Rangel.
Um dos vídeos que mais gostei é Felix in Exile, de 1994. Foi criado em meio a debates públicos em curso sobre a relação entre a divisão do país, de propriedade e de formação da identidade, que acompanhou as primeiras eleições abertas na África do Sul. O filme conta a história de Felix, um homem vivendo no exílio, em Paris, e de Nandi, uma mulher que é o alter ego de Felix. Ela representa o anseio de sua terra natal e testemunha dos incidentes na nova África do Sul democrática. Não diferentemente dos medos e as memórias que o inundam em seu quarto, o mundo finalmente domina Nandi e ela é baleada.
Seus muitos olhares são encontrados no espelho. Os desenhos que Felix produz inundam o pequeno quarto como água, como memória e saudade. Por outro lado, Nandi é incorporada em uma distância cósmica que se dissipa com o sofrimento dos negros da África do Sul. As vítimas da história são cobertos em jornais diários descartados e descritos como tal na paisagem. Nandi também encontra a morte. Felix, por outro lado, encontra-se mais uma vez na paisagem deserta de sua terra natal, mas agora com uma mala cheia de desenhos.








Gente, que legal! Não sou muito ligada em arte, mas eu curto bastante as que tem um toque sombrio ou lúdico, esse tipo me interessa bastante, porque acho que todo artista é atormentado hahaha artista feliz não me convence!
ResponderExcluirAssisti esse curta metragem (se é assim que podemos dizer). Cenas fortes. Os negros no chão e em volta o que se parece sombra é sangue escorrendo.
ResponderExcluirA parte em que se Barbeia e vê que seu queixo some. Depois joga agua na sua imagem refletida no espelho ela desaparece, é como se questionasse a própria existência.
Cada uma interpreta de uma forma rs
Adorei!
Poxa, que bacana. Gostei muito mesmo! Bem que eu queria ser do Sudeste e Sul para dar uma conferida melhor. Apesar de não gostar muito do sombrio quanto à arte (sou do tipo "sol, margaridas, amarelo maduro"), parece interessante. Introspecções sempre nos fazem refletir e despertam interessantes lados de nós mesmos.
ResponderExcluirhttp://mon-autre.blogspot.com.br/
Adoro passar um tempo no museu! Aqui em Curitiba geralmente vou ao MON, que tem tido exposições muito legais. Agora está rolando uma do Escher, simplesmente incrível.
ResponderExcluirNão conhecia William Kentridge e fiquei bem impressionada com esse vídeo. Quem sabe a exposição venha pro MON e eu possa conferir tudo. :)
Lari, adorei o post! Eu não teria conseguido externar tão bem quanto tu o tudo que sentimos lá naquela exposição, foi realmente impressionante! William Kentridge é realmente demais, e inesquecível.
ResponderExcluirAdoro tudo que tu escreves! Tu te expressas e escreves muito bem, é muito bom saber que ainda existem pessoas assim no mundo, hahaha! Beijos, diva!