quarta-feira, 25 de maio de 2011

Words like violence break the silence...

AVISO: Este post trata de amizade, se quer romance compre um livro.

Você me machucou e não viu que novamente eu sou a criança. Estou cansada de pisar em ovos, estou com medo de falhar. Para agradar a você eu abandonei-me. Como eu queria que você sofresse muito menos, rasga nós dois em pedaços. E não é bonito do jeito que você me critica e como isso quebrou meu coração. Eu estou mais forte do que nunca, você me fez desse jeito.  Stronger Than Ever - Christina Aguilera

courtnee.deviantart.com
Andei pensando seriamente nas reações que o amor causa. Não o amor de homem e mulher, carnal, mas sim o amor imbecil. Aquele que você sente mesmo sabendo que não deve sentir, por pessoas que não merecem ou que podem até merecer seu amor e amizade, mas fazem questão de fazer exatamente o contrário. O amor puro, o sentimento de "ligação" com uma pessoa. Enfim... Eu devo ser muito tola e ridícula por ter uma fidelidade com quem não me dá o devido valor. As pessoas vivem me decepcionando e mesmo assim eu estou lá, nos bastidores da vida delas, querendo que o espetáculo seja bom. Talvez isso seja uma compaixão exagerada, ou apenas o meu modo de lidar com as pessoas. Amizade para mim é uma coisa importante, e eu estou sujeita à falhas.
Às vezes elas me deixam com muita, muita, mas muita raiva. Não ódio, mas raiva. Uma raiva que se dissipa com um pouco de tempo, que às vezes volta, mas que sempre vai embora, porque por mais que o meio seja quente, as beiradas do mingau vão esfriando. Eu não consigo sentir cólera por muito tempo. Sim, eu sou rancorosa, as coisas que acontecem não podem ser apagadas da minha memória, mas elas se atenuam com o tempo, ficam guardadinhas no fundo da gaveta. Na frente delas fica uma coisa mais inocente, um sentimento mais fraterno. Já dizia Anita que os piores sentimentos não passam nem perto do ódio: são o Nojo e a Pena. Que não se sente nem nojo e nem pena de quem se ama. Enfim, eu não sei o nome do que eu sinto, mas é um misto de coisa boa com coisa ruim. Dói. Dói saber que por mais que as pessoas me machuquem muitas vezes eu ainda me preocupe com elas. Dói não saber entender os outros. Na realidade, não tem como eu entender os motivos de alguém se eu demoro tanto a entender os meus próprios. Como eu venho falando muito nos últimos posts, o crescimento pessoal é constante. A gente aprende a lidar com as coisas da pior maneira possível, que machuca os outros. Eu tento pensar que as pessoas agem de alguma forma comigo pois não são maduras o suficiente ainda para entender o quão erradas estão e quanto dói o murro. Mas quem sou eu para julgar alguém? Também ainda não estou madura o suficiente para nada, talvez esteja mais que algumas pessoas, mas nunca vou ser o suficiente. E é triste que primeiro tenhamos de machucar os outros para descobrirmos que estávamos errados. A qualidade do ambiente em que vivemos mostra o porque das pessoas serem o que são. Não se pode pedir respeito de alguém que cresce num ambiente onde respeito não existe. E por mais que as bordoadas doam, ninguém faz nada de graça. Cada um tem seus motivos, mas por vezes as pessoas exageram na crueldade. Mas... A vida tá aí pra ensinar quem ainda não sabe, não é mesmo? Quem com ferro fere, com ferro será ferido.
Eu sinceramente espero que ela não seja um carrasco, e sim uma professora. E se um dia eu tive um sentimento bom para alguma pessoa, é bem difícil dele se dissolver por completo.
Eu te desejo tudo em dobro.

Este post foi originalmente escrito em 04/06/2010, no meu falecido Endless-Dark. Achei este texto junto com alguns outros (alguns devo repostar aqui, pois ainda fazem sentido).

3 comentários:

  1. Belo post, e que blog bacana Larissa, adorei!
    Muito obrigada pela visita e comentário no In my Place!

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  2. Mesmo respostado, é admirável como se você houvesse acabado de escreve-lo.
    Escritores da alma são assim, você sempre vai se encontrar em alguma palavra, alguma frase, algo. E eles mexem com seu mundo, mesmo que você não perceba de imediato.
    Eu também não consigo sentir raiva de uma pessoa por mto tempo,dessa raiva surge outro sentimento, como tu escreveu... e nojo e pena são os piores sentimentos que se pode ter por alguém...quando se chega nesses estágio, acho que não há nada para para recuperar deste relacionamento.
    Enfim, vamos vivendo; e como diz o Caio F: "Muita coisa que ontem parecia importante ou significativa amanhã virará pó no filtro da memória."

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  3. Eu acho que li esse texto no endless, não tenho certeza...

    Mas hoje li um trecho de uma música do Manson que caiu como uma luva pra mim Bee:

    "Parte de mim tem medo de se aproximar das pessoas, pois teme que elas me deixem."
    (Marilyn Manson)

    Exatamente por elas sempre me decepcionarem e eu estar sempre torcendo nos bastidores da vida delas... :x

    Beijos!

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Obrigada pelo comentário, espero que tenha gostado da postagem e volte sempre! :)